Informaçãos Turística

Lucete Fortes

COVID-19 Epidemia em Cabo Verde

Cabo Verde map Covid-19
Karte: © Reitmaier / Fortes www.bela-vista.net

Falter [Áustria] 25.03.2020 Texto original em Alemão

Covid-19: A Razão Infectada

Nota: O artigo do jornal FALTER não corresponde inteiramente a minha interpretação do actual e a minha opinião pessoal, mas contribui argumentos tão importantes ao debate que decidi traduzi-lo e torna-lo acessível às partes interessadas em Cabo Verde. Pitt Reitmaier, Pico da Cruz, 27 03 2020

Os políticos estão fechando a economia e a sociedade para salvar o funcionamento dos serviços de saúde e vidas humanas. Outros países demonstram: Existem soluções melhores do que um recolher obrigatório para todos

Como chegou ao surto na Itália: "Foi este o momento em que ficamos nervosos", diz o médico de terapia intensiva Maurizio Cecconi. Ele refere-se a 20 de Fevereiro. Em Codogno, uma cidade com 16.000 habitantes na região da Lombardia, cerca de 60 quilómetros a sudeste de Milão, um homem de 38 anos, com graves problemas respiratórios, foi admitido nesse dia nos cuidados intensivos.
O homem era jovem e veio sem doenças anteriores, um caso incomum. Quando ele falhou em responder aos métodos habituais de tratamento para a pneumonia, os médicos começaram a entender. O teste para o Covid-19 deu então positivo. Os médicos começaram imediatamente a pesquisar os seus contatos. E de facto, há duas semanas o jovem tinha encontrado um amigo que tinha regressado da China.
Naquela época, cerca de dez mil pessoas regressaram das celebrações do Ano Novo Chinês aos centros têxteis da Lombardia. 50.000 chineses costuram lá para as etiquetas da moda do norte da Itália com salários baixos. O médico de terapia intensiva Cecconi, chefe da Rede de UTI Covid-19 da Lombardia, mandou imediatamente testar os pacientes em outras unidades de terapia intensiva. 38 deles foram infectados mas não tiveram contacto com o "Paciente 1". Então, devem ter sido infectados noutros lugares. Então o vírus já deve ter circulado na Itália. Era provável que surgisse uma maior propagação.
Logo, os políticos da região exigiram o fechamento das comunidades afetadas. Pessoas com febre ou tosse afluíram às clínicas para serem testadas e receberem assistência.
Entretanto, verificou-se que o "Paciente 1" já se tinha apresentado nas urgências da clínica em 16 de Fevereiro com febre alta e sintomas de gripe. Após um exame, os médicos tinham mandado o suposto doente com gripe de volta para casa. Quatro dias depois, sua esposa, que estava grávida de oito meses e entretanto também infectada, levou-o novamtne à clínica Codogno - com febre ainda mais alta e falta de ar aguda. Na altura, faltava ao pessoal do hospital vestuário de protecção. Em breve dezenas de médicos e demais pessoal hospitalar foram infectados - entretanto são 1700. Somente no dia 23 de fevereiro, três dias após os médicos "ficarem nervosos", a Itália isolou as áreas afetadas. Apesar das duras medidas de quarentena, o número de pessoas infectadas aumentou em flecha. De acordo com a revista científica Stat+, 46% dos pacientes italianos da Covid-19 foram infectados no hospital.
Como a maioria das pessoas internadas são idosas e gravemente doentes, a taxa de letalidade da nova doença viral, de 5,8%, logo superou em muito a da China. A experiência em Wuhan mostrou que a Covid-19 é fatal quase só para pessoas acima de 65 anos com câncer, doenças cardiopulmonares.
Em 26 de Fevereiro, 374 pessoas na Itália tinham sido infectadas com o vírus, doze das quais tinham falecidos. A Lombardia é uma das regiões mais ricas do mundo, mas as políticas das últimas décadas deixaram a sua marca.
Nos hospitais faltava tudo: as camas de tratamento intensivo eram escassas, o vestuário de protecção não estava em stock. Como a Alemanha e a Áustria tinham fechado as suas fronteiras entretanto, as entregas de materiais vitais chegaram três semanas mais tarde do que o previsto. No dia 26 de Fevereiro, há quase um mês, a Comissária da Saúde da UE Stella Kyriakides apelou à activação e adaptação dos planos para a pandemia. "Ainda estamos na fase de contenção", avisou o político grego. Assim, ainda era possível prevenir a propagação do vírus através de testes direccionados e quarentena imediata de todos os contactos das pessoas infectadas para prevenir a propagação.
Mas os planos contra a pandemia permaneceram nas gavetas. "Nós estragámos tudo. Começámos a travar demasiado tarde", diz Alexander Kekulé, Professor de Virologia na Universidade de Halle-Wittenberg. Em 26 de fevereiro, ele propôs ao governo alemão para que pacientes com sintomas de suspeita fossem testados em todas as clínicas. "Isto garantiria que nenhum surto importante passaria despercebido."
De acordo com isto, a profissão médica poderia ter-se concentrado na protecção dos grupos de risco, dos idosos e dos doentes. "Se tivéssemos sido preparados para isto, mas tais preparações demoram vários dias e havia muito poucas máscaras de protecção e [estruturas e kits] de teste." Tais coisas estão nos planos para pandemias que estão em vigor desde o surto da SARS em 2003, de acordo com o reconhecido virologista, "mas nós não tratámos disso".
Hoje, quase toda a Europa (assim como os Estados do Golfo e partes dos EUA) paralisou a sua vida cultural e económica, a fim de abrandar a propagação do vírus. Entretanto, a OMS também criticou este bloqueio. "O perigo com as restrições iniciais é: se não decidirmos fortes medidas de saúde, o vírus ameaça se espalhar novamente assim que as restrições de movimento não mais se aplicarem", disse o especialista da OMS Mike Ryan à BBC britânica no domingo. "O que realmente precisamos de focar é em encontrar os doentes e isolá-los."

Tirol, a fonte da infecção na Europa

O que aconteceu durante esta fase decisiva na Áustria?
Quando os primeiros casos na Áustria apareceram no final de fevereiro, a equipe em torno do Ministro da Saúde Rudolf Anschober (Verdes) levou a peito as lições do fiasco italiano. Pessoas com sintomas nunca devem ir ao hospital, onde podem infectar outras pessoas, mas ligar para uma equipe de teste através de um número de emergência. Existem também diferenças notáveis na infra-estrutura: a Áustria tem 23 camas por 100.000 habitantes adequadas para cuidados intensivos. Na Itália, são doze.
O tratamento posterior da pandemia, especialmente nas grandes estações de esqui, transformou a Áustria em um pequeno Wuhan europeu - ao pé da Lombardia.
Já em 5 de março, as autoridades sanitárias islandesas informaram seus colegas austríacos sobre uma fonte de infecção em Ischgl, onde milhares de turistas festejavam Après-Ski noite após noite. Uma dúzia de turistas islandeses de Ischgl regressaram infectados. Franz Katzgraber, diretor do serviço regional de saúde do Tirol, anunciou que parecia " pouco provável que pudesse ter acontecido qualquer infecção no Tirol". Mesmo quando um barman no "Ibiza dos Alpes" recebeu o seu diagnóstico corona a 7 de Março, o director regional dos serviços sanitários continuava a ser tranquilizador: "Do ponto de vista médico, a transmissão do vírus corona aos hóspedes do bar é bastante improvável". Foi comunicado aos hoteleiros preocupados que não havia risco.
Mais de 100.000 turistas das regiões tirolesas de esportes de inverno partiram no mesmo dia, e o mesmo número chegou. Seguiram-se relatos dramáticos de epidemias entre os turistas que regressavam na Noruega, Dinamarca e Suécia. A Islândia era agora até o país com o maior número de infecções por habitante. Na Alemanha, de acordo com um relatório da Cruz Vermelha, um terço dos que adoeceram disseram que tinham sido infectados na Áustria. O Tirol foi a fonte de infecção para grandes partes da Europa.
Foi apenas na sexta-feira, 13 de Março, quase uma semana depois, que o Chanceler Sebastian Kurz (ÖVP) anunciou uma quarentena em algumas estâncias de desportos de Inverno. Quando toda a Áustria foi encerrada no domingo seguinte, os teleféricos de esqui também pararam.
Os políticos alemães inicialmente dispensaram o toque de recolher. O Virologista Alexander Kekulé acredita que isto faz sentido: "Quando o sol brilha, as pessoas devem sair, os vírus adoram espaços fechados". Aqueles que trancam as pessoas estão a fazer exactamente a coisa errada. Também por razões psicológicas e sociais. Isto é inaceitável para mim e uma medida excessiva".

Melhor aluno - Taiwan

Como os outros países lidam com a ameaça Corona? Apesar de sua proximidade com a China, Taiwan adotou uma abordagem não conformista: "Taiwan não sonharia com toque de recolher, mas eles levaram os planos a sério. Eles agora têm 40 novas infecções por dia", diz Kekulé. O importante é identificar os doentes e as suas pessoas de contacto.
Taiwan e Cingapura, que já tinham experiência com a epidemia de SARS, não se furaram a monitorizar a quarentena através de dados de telemóveis. Lá, muitos cidadãos usaram seus próprios aplicativos que ligam e gravam seus telefones celulares quando encontram outros. Desta forma, qualquer pessoa infectada podia alertar qualquer pessoa com quem tinha contatado.
Epidemiologistas como John Ioannidis duvidam da sensação de toque de recolher total. "Isto também pode se tornar o desastre do século", adverte o médico-estaticista de Stanford na revista Stat+. Há muito poucos dados precisos sobre o perigo dos novos vírus. "Até à data, não há nenhum estudo que meça a distribuição do vírus na população em geral ou o desenrolar da doença".
Sob a pressão dos eventos, apenas aqueles que estão reconhecidamente doentes são normalmente testados, o que leva a uma sobrestimação do risco. Ioannidis também duvida que a causa de morte entre os falecidos seja sempre Covid-19. Muitas vezes, pessoas gravemente doentes davam positivo, mas morriam de suas doenças subjacentes.
Após rever os dados do cruzeiro marítimo "Diamond Princess", que foi isolado por causa de casos de corona, Ioannidis estima o risco de mortalidade em 0,05 a 0,5 por cento. Com 0,05 por cento, a mortalidade geral seria aproximadamente a mesma que durante os surtos de gripe das últimas décadas. Os coronavírus também desempenham um papel aqui.

Pandemias não são tão raras

As pandemias de vírus não são novidade. A "gripe espanhola" teve o seu pior ataque em 1919 com 50 milhões de mortes, a "gripe de Hong Kong" matou um milhão de pessoas em 1968, aproximadamente o mesmo número que a "gripe asiática" em 1997. Sob a influência de SARS - também um vírus corona - a maioria dos planos de pandemia atuais foram criados em 2003. Mas o vírus Sars desapareceu por si só.
A "gripe suína" de 2009 provocou medos estridentes e recuou depois de ter custado cerca de 150.000 vidas em todo o mundo - cerca de tantas como outras epidemias de gripe. Os Mers permaneceram restritos em 2012. "Nenhuma pandemia causou até agora medidas tão abrangentes como a Corona", diz o historiador médico Herwig Czech da Universidade Med de Viena.
Clemens Martin Auer, Comissário Especial da Saúde do Ministério dos Assuntos Sociais na Áustria, explica porque muitos países estão agora a tomar medidas tão radicais: "Temos de limitar a velocidade da propagação, e estamos a fazê-lo agora". Quando o pico estiver ultrapassado, podemos avaliar. Também: "Se você perguntar a quatro epidemiologistas, acaba por ter cinco opiniões."
Na Áustria, cerca de uma em cada 250 pessoas que deram positivo no teste já morreu até agora, e o mesmo se aplica à Alemanha. Um estudo realizado por epidemiologistas chineses e americanos, liderado pelo Sen Pei e Jeffrey Shaman, mostra que o risco de morte é, na verdade, significativamente menor. Foi publicado a 16 de Março na revista científica Science.
Só reconhecemos uma em cada dez pessoas infectadas
De facto, é provável que cinco a dez vezes mais pessoas tenham o coronavírus do que as que realmente testaram positivo. Com os dados dos três bilhões de movimentos de viagens em torno do Ano Novo chinês que foram lidos a partir de dados de telemóveis e os dados daqueles que adoeceram em Wuhan, os investigadores desenvolveram um modelo para a propagação. O resultado: de 10 a 23 de Janeiro, ou seja, até que a China impôs restrições de viagem, 86% de todas as infecções muito provavelmente passaram despercebidas.
A razão para isto é óbvia: 80 a 85 por cento das pessoas infectadas não notam ou quase não notam que estão doentes e não foram testadas de acordo com o esquema na altura. No entanto, eles eram contagiosos - e, de acordo com este estudo, foram responsáveis por 79 por cento de todas as outras infecções. Muitos funcionários dos hospitais chineses também foram infectados e transmitiram o vírus.
Em seguida, a China tomou medidas radicais, que mostraram sucesso após algumas semanas: antes disso, cada pessoa infectada infectou em média mais 2,4 pessoas, depois esse número caiu para 1,36, depois para 0,9 e finalmente para 0,36. A epidemia foi parada, por enquanto. Mas que medida foi de exito? O toque de recolher, a proibição de viajar, a melhor protecção do pessoal hospitalar ou o teste em massa de pessoas insuspeitas e a quarentena consistente (e sobretudo rápida) para todos os que tiveram contacto com os infectados?
Mais de 320.000 testes foram realizados na região de Wuhan no prazo de três semanas. E estes testes indicaram o vírus já durante o período de incubação. O número de infecções não detectadas diminuiu acentuadamente: em vez de 86%, apenas 35% das infecções continuaram sem ser detectadas após 24 de Janeiro, segundo o estudo.

Testes em massa e rastreamento trazem a mudança

A partir daí, podem ser derivadas instruções de ação para outros países. Bruce Aylward da Direcção-Geral da OMS resumiu numa entrevista para o New Scientist: "Testes rápidos à menor suspeita, isolamento rápido dos infectados e rastreio meticuloso e quarentena de todas as pessoas de contacto. Foram estas as medidas que pararam o Covid-19 na China, e não as restrições de viagem e os lockdowns.". Afinal, o epidemiologista Aylward chefiou a missão da OMS chinesa em fevereiro.
A Coreia do Sul confirma as conclusões. Após 8000 pessoas já estarem infectadas, o estado convenceu a população a reduzir seus contatos e começou a testar e rastrear de forma consistente. Todos os casos suspeitos foram testados, os contactos das pessoas que deram positivo foram identificados com o rastreio de telemóveis e também testados. Qualquer pessoa com suspeitas pode fazer um teste de esfregaço em um dos 50 "drive-in test labs" pelo equivalente a cerca de 100 euros. Com os dados de agora mais de 300.000 testes, os médicos identificaram clusters locais, cujos residentes então também receberam convites para o teste por SMS.
"Continuamos a testar apenas se os sintomas estiverem presentes e se a pessoa estava em uma área de risco. Desde o fim-de-semana, também o fazemos quando um médico o ordena", explica Clemens Martin Auer, do Ministério da Saúde. A Áustria mantém a sua taxa de teste bastante baixa. "Estamos agora a alargar os testes para 3000 por dia, de modo a podermos testar o pessoal de saúde." Mais não é possível, disse ele, as capacidades do laboratório não são suficientes.
A Itália, onde morreram mais pessoas infectadas com Covid-19 do que na China, mudou a sua estratégia de testes no final da semana passada. Os novos testes rápidos examinam o ambiente das pessoas infectadas, os resultados estão disponíveis após uma hora. "Os 80 por cento infectados sem sintomas é o verdadeiro perigo. Eles não sabem que são propagadores", diz Andrea Crisanti, da Universidade de Pádua. E: Colocar todos em quarentena é insuficiente para evitar mais infecções. No Veneto, 13.000 de cinco milhões de habitantes são agora testados todos os dias. Em contraste com os disponíveis até agora, os novos testes rápidos detectam o DNA viral e não apenas a reação do corpo a ele.

A procura de terapias

Clínicas em todo o mundo estão actualmente à procura de terapias contra a inflamação do tecido pulmonar causada pelo vírus. Até agora não existe tal coisa. Em três a cinco por cento dos pacientes, a troca de gás é severamente restringida. A ventilação nas unidades de terapia intensiva alivia isso, mas os órgãos enfraquecidos por outras doenças nem sempre toleram a falta de ar. Aproximadamente uma em cada dez pessoas que já estão gravemente doentes não sobrevive à esta sobrecarga.
As esperanças quanto à eficácia dos antivirais conhecidos e dos medicamentos contra o cancro ainda não foram satisfeitas. A OMS está atualmente testando uma combinação que já provou ser eficaz no HIV, assim como um antigo medicamento contra malária e um medicamento antiviral administrado a pacientes com Ebola. Na Lombardia, os médicos estão tentando injetar o soro de pessoas que já sobreviveram à infecção. Os anticorpos poderiam ajudar a curar a doença, de acordo com primeiros resultados do estudo da China.
Os pacientes recuperados dão esperança. Se dez vezes mais pessoas forem infectadas do que pensamos saber, um " rebanho " protector de pessoas imunes que podem mover-se livremente sem risco pode em breve formar-se em torno dos doentes. "Para outras medidas é importante saber o tamanho deste grupo", diz Peter Willeit, epidemiologista da Universidade de Medicina de Innsbruck. Ele quer trabalhar com um grupo de pesquisadores para descobrir quantas pessoas na Áustria já estão imunes.

De emergência para emergência

A China, o país de origem, agora quase não relata novos casos. Nas províncias menos afectadas, as escolas e empresas reabriram, embora com muito cuidado. Nos metrôs, autocarros e cantinas, os códigos QR garantem que não haja muitas pessoas que neles permanecem em simultâneo.
Em Hong Kong os Metro estão novamente sobrelotados. Taiwan e a Coreia do Sul renunciaram a restringir a liberdade de circulação e têm a Corona sob controlo. A Itália, a França e a Espanha confiaram até agora, sem sucesso, no toque de recolher, a Alemanha seguiu agora a Áustria. Mas faltam em toda parte roupas e máscaras de proteção para proteger os profissionais de saúde contra infecções.
Existem milhões de máscaras cirúrgicas simples com as quais as pessoas infectadas podem proteger outras, mas dificilmente são usadas na Áustria. O aumento do número de pessoas infectadas está a diminuir e o curso da doença é ainda mais suave do que o esperado: No dia 23 de março às 22h, dos 4.478 pacientes, apenas 147 estavam no hospitalizados, dos quais apenas 16 estavam em unidades de cuidados intensivos.
No entanto, a vida privada dos austríacos é drasticamente regulamentada, a base económica de muitos destruída. As consequências para o país estão a tornar-se gradualmente visíveis e irão exceder a dimensão da ajuda de emergência decidida por todas as partes. O desemprego, a pobreza e a falta de perspectivas fazem as pessoas doentes e aumentam a mortalidade, os epidemiologistas sabem disso.
Entretanto, vários especialistas chegaram à opinião do infectologista suíço Pietro Vernazza: devemos aproveitar o sucesso relativo previsível do fechamento para proteger efetivamente os grupos de risco através de uma "prisão domiciliar" bem gerenciada "e permitir que os jovens, dificilmente colocados em perigo, tenham acesso à recreação e ao trabalho novamente". O "teste e rastreamento" eficaz e rápido de novos casos pode limitar a sua propagação. Se isto não for concretizado, qualquer relaxamento das medidas coercivas ofereceria novamente ao vírus oportunidades perigosas de propagação.
A resistência está se formando gradualmente contra a continuação das restrições aos direitos fundamentais. "Os virologistas não falam mais de semanas, mas de meses e anos", escreve Heribert Prantl no Süddeutsche Zeitung: "Eles devem se conter com tais declarações, porque desta forma estão criando o estado de emergência que as medidas de emergência se destinam a evitar".
Israel e a Hungria deram o próximo passo no "pânico racional" (Sascha Lobo). Victor Orbán quer eliminar o parlamento húngaro, e Israel já o fez. "Netanyahu perdeu as eleições. Para lutar contra a Corona, ele fechou o parlamento e impôs o toque de recolher", tweets Yuval Harari, o historiador de renome mundial cujos livros o tornaram famoso. "Isto chama-se uma ditadura." Talvez haja outras formas de combater o vírus, afinal de contas.
Kurt Langbein é provavelmente o jornalista médico mais conhecido na Áustria. Ele tem pesquisado temas de saúde e ciência há décadas e escreveu e filmou dezenas de livros e documentários. Langbein escreve com regularidade para a [jornal] Falter

 

Fonte: ARTIGO: KURT LANGBEIN - POLITICA, FALTER [ÁUSTRIA] 13/20 DO 25.03.2020
Tradução não oficial: Dr. Pitt Reitmaier] ]
Todas as informações, no melhor dos nossos conhecimentos e convicções, mas sem garantia.
Para recomendações individuais contacte 8001112 ou o seu médico por telefone!

Reiseliteratur von der Turisten Information Lucete Fortes

Karten, Wanderführer und Reiseführer der Kapverden

direkt bei den Autoren online bestellen
neueste Auflagen
täglicher Versand - günstige Versandkosten

Suchen in Bela-Vista.net und Cabo-Verde-Foto.com

Suchen
updated: 04.04.20
© bela-vista.net