Weg 101

Juncalin'

Tope Simão

Tope de Chuva

Urzeleiros

Carriçal

Camin‘ de Sinta

Baía de Carriçal


A península oriental, até a década de 1940, constituiu um excelente sequeiro e produziu grandes quantidades de milho e mandioca. Hoje em dia só se vêem vestígios das grandes estradas e das aldeias que exitiram antes do êxodo. Além de Juncalin’ só a aldeia do Carriçal está permanentemente povoada. As outras aldeias, Jalunga e Urzeleiros foram abandonadas e estão em avançada decadência. Em Castilhano ainda mora um velho casal. As chuvas destruíram a estrada entre Juncalin’ e Carriçal. Agora, a ligação entre Carriçal – Preguiça faz-se, provisoriamente, por barco.

Para quem gosta do deserto, os caminhos na península oriental de São Nicolau são tão interessantes e perigosos como os caminhos à volta do Tope de Coroa em Santo Antão. Como não se trata de exercícios triviais recomendamos este percurso apenas aos verdadeiros alpinistas, devidamente equipados, com reservas de água suficientes (5 litros por pessoa), GPS, e sempre acompanhados.

Limitamo-nos, por isso, à descrição do melhor trajecto em altitude à volta do Tope Simão, que proporciona uma experiência inesquecível a nível de paisagens desérticas, magníficas, mas inóspitas com vista sobre todo o Barlavento.

O Carriçal não tem lojas nem residenciais. É recomendavel levar um saco-cama e um colchão leve.

A estrada abandonada também serve de alternativa. É mais segura e igualmente remunerante.
Duração 5 h
Percurso 3-5
Orientação 4

Quadro sinóptico dos percursos
classificação

 

Arreia preta na praia de Carriçal

 

 


Do Juncalin’ parte uma vereda estreita, chamada "Camin’ de Cinta" que leva aos cumes vulcânicos da península oriental. A estrada de mula, outrora muito utilizada entre Vila da Rª Brava e as aldeias da península, cruza perto do Tope Simão. Durante uma hora, caminha-se pelo planalto, sobrevoando a ilha, antes de se descer ao vale deserto da Rª de Palhal com a sua aldeia dos Urzeleiros. O nome da localidade refere-se à colheita da rocella tinctoria, corante exportado para a Europa do século 15 ao século 19. Apesar de hoje estar em ruínas, pode calcular-se a importância da aldeia no passado pelo tamanho das suas estradas e das suas casas. Chegando ao Carriçal, após a travessia do deserto, a praia de areia negra e os coqueiros parecem saídos dum sonho irreal.
Cerca de três vezes por semana há uma ligação marítima entre Carriçal e Preguiça. É recomendavel informar-se com antecedêcia na Preguiça para planear este trajecto bem e percorrê-lo eventualmente em direcção contrária.

Ponto de partida é a saída de Juncalin’, ou melhor as últimas casa a caminho do cemitério. [CINT01] Passando por uma lixeira clandestina í atravessa-se o fundo da ribeira e na planície oposta continua-se î em direcção a um terreno murado. Não se entra pelo portão, segue-se por uma vereda ê que sobe pela encosta acima. Passa-se perto de um rochedo í [CINT02] e entra-se uma zona rochosa ç continuando a subir por um caminho cada vez mais inclinado até encontrar um portão pequeno [CINT04] (Fechar bem, por favor!) à entrada da Rª Comeira que parece um cavouco na sua parte inferior. Acompanhando a encosta direita continuamos quase em plano direito até encontrar o leito da ribeira. O caminho desvanece-se entre muitos caminhos de cabra. É preferível passar pela vereda ç por baixo de uma placa rochosa e clara e só depois subir í para a selada que separa o Cabeço de Dorré do Tope Simão. [CINT05] (572m) A estrada de mula, noutros tempos boa e larga è transformou-se num caminho cheio de cascalho devido à passagem dos burros e às chuvas. Da encosta sul do Tope Simão [SIMA01] vê-se a continuação da estrada murada è que passa pelo sopé de Tope de Chuva î e sobe até à selada ampla da Cova de Nego. [NEG01] (559 m)

Daqui parte o lindo caminho sobre o Pico de Alberto, que infelizmente está totalmente destruído nas zonas mais baixas e por isso não é recomendavel.

Onde não há cominho.

Cerca de 500 metros è mais à frente iniciamos a descida um caminho em muito mau estado î para Rª de Palhal. Um rebanho de vacas magras utiliza o caminho de cascalho e areias, que leva directamente ao lado esquerdo da encosta [CARR01] na parte inferior do vale e finalmente ê ao bebedouro da Cabeça de Carriçal. Subindo î pelo outro lado chega-se a Chã de Gombeza [CARR02], passando no campo de futebol e pelo bairro do Carriçal à direita da ribeira. O percurso termina à sombra dos coqueiros na praça em frente à fábrica de atum após atravessar a praia de areia negra. [CARRIC] (USB)